Oliver Joseph Lodge

Nasceu em 12 de junho de 1851 em Penkhull, Inglaterra. Educado na Grammar School de Newport e no University College de Londres, foi um dos físicos mais renomados da época. Realizou importantes pesquisas sobre a sede da força eletromotriz na pilha voltaica, sobre as ondas eletromagnéticas e a telegrafia sem fios. Ganhou fama mundial como inventor, tendo contribuído em grande medida para o desenvolvimento da eletricidade.
Somente após completar cinquenta anos, Lodge voltou sua atenção para as manifestações psíquicas, tendo dado um testemunho inestimável da sobrevivência e da comunicação dos espíritos. Em sua obra “Por que acredito na imortalidade pessoal”, ele declara:
“A prova da identidade pessoal fica assim amplamente estabelecida, de forma séria e sistemática, pelo exame crítico dos pesquisadores e, sobretudo, pelos esforços especiais e inteligentes dos comunicadores do além. Para mim, a evidência é praticamente completa, e não tenho nenhuma dúvida sobre a existência e a sobrevivência da personalidade, assim como não teria sobre a dedução de qualquer experiência comum e normal”.
Ele deixou inúmeras obras escritas, entre as quais destacamos as seguintes: “A formação do homem”, “Raimundo” e “Por que acredito na imortalidade pessoal”. O nome de Sir Oliver Lodge constitui uma das maiores honras das ciências modernas. Cientista inglês nascido em Penkhull, Staffordshire, em 12 de junho de 1851 e falecido em Amesbury em 22 de agosto de 1940. Professor de física no Colégio Universitário de Liverpool entre 1881 e 1900; diretor da Universidade de Birmingham em 1900 e professor em Oxford em 1903. Fez importantes contribuições às teorias da eletricidade de contato e da eletrólise, da descarga oscilatória nas garrafas de Leyde, da produção de ondas eletromagnéticas no ar e introduziu melhorias no telégrafo sem fio.
Realizou experiências sobre a diminuição da neblina por meio da dispersão elétrica. Autor de vários tratados científicos e obras, entre os quais se destacam: “Manual de mecânica elementar”, em 1877; “Pioneiros da ciência”, em 1893; “Vida e matéria”, 1905; “ Electrões ou a natureza e propriedades da eletricidade negativa”, em 1907; “Ciência e mortalidade”, em 1908; “O éter no espaço”, em 1909; “Além da física ou a idealização do mecanismo”, em 1930.
A importância que o mundo atribuiu à sua incursão no campo do espiritismo e às rigorosas experiências controladas com as quais estudou o caso post mortem de seu filho Raymond, morto em uma trincheira na Flandres nos primeiros meses da Primeira Guerra Mundial, geraram fortes controvérsias. O desvio da rota da ciência acadêmica o tornou alvo de agressões vigorosas por parte de seus “colegas” de profissão. Mas ele estava plenamente consciente dos riscos que corria. Ele marchou para o circo ao estilo dos mártires cristãos. Mas foi acima de tudo um mártir da ciência. Acusaram-no de ingenuidade por aceitar as afirmações de seu filho, que relatava a existência de bebidas, cigarros, árvores e casas na vida espiritual. Era apenas um pai desolado, que se entregava à dor natural da perda, diziam. No entanto, todos os que investigam os problemas do além sabem que, nos planos inferiores do mundo espiritual, a semelhança com o plano terreno é notória.
Oliver foi um exemplo vivo de coragem ao dar testemunho de sua fé. Mas essa fé consciente, racional e até exigente, ensinada por Kardec. Não a fé cega, proveniente da submissão temerosa e incondicional a princípios dogmáticos, mas a fé que serve ao mesmo tempo de fundamento para a religião e a ciência. Esse tipo superior de fé exclui a superstição. Não é uma graça que vem do alto, mas uma conquista do homem através da evolução. Por isso mesmo, não é apenas divina, mas tem duas faces: é humana e divina ao mesmo tempo. Os homens cultos, em geral, e particularmente os homens de ciência, fogem da fé religiosa, mas não podem escapar das garras lógicas da fé científica. Sir Oliver Lodge nos oferece um exemplo decisivo da conjugação desses dois aspectos da Fé, que assim, com letra maiúscula inicial, é uma só, como um rosto é composto de duas faces. O personagem em questão não foi apenas um cientista talentoso e um pai amoroso, mas acima de tudo um homem de grande visão e senso crítico aguçado, ao desviar sua atenção para a investigação espiritual, desempenhando o difícil papel de precursor de uma época em que a ciência e a religião caminharão juntas pela mesma estrada da vida.