História do espiritismo no Equador

Claro de Jesus Banchón Potenciômetros, nasceu na cidade de Guayaquil, 12 de agosto de 1885, em casa, formada pelos senhores Julián Banchón Arias e Joana Potenciômetros de Banchón.
Aluno exemplar, desde muito jovem, ganhou uma bolsa de estudos para estudar no Colégio Militar Eloy Alfaro, para, posteriormente, fazer carreira nas Forças Armadas do Equador. Casou-Se com Marieta Ninfa Coello Ronquillo e teve 6 filhos. Em 1942, fundou o Centro Espírita Amalia Domingo Soler. Desencarnou numa manhã de 6 de Julho de 1971.

Chegada do Espiritismo no Equador
Governo de Eloy Alfaro
O país encontrava-se agitado por paixões políticas. Por um lado, o liberalismo costeiro, e, por outro lado, o conservadorismo serrano, enfrascándose em confrontos fraticidas. Corria, então, o segundo mandato presidencial do General Eloy Alfaro Magro, e em franca oposição à política macio Leonidas Plaza, ele tentava recuperar todas as conquistas de caráter liberal que haviam sido impostas com sangue no Equador e que estavam sendo enterradas lentamente para o conservadorismo. Havia descontentamento em todos os recantos da Pátria e um dos descontentes com a administração do General Alfaro, era o General Rafael Ponte, que de forma sorrateira tinha vindo a desenvolver um levantamento na cidade de Guayaquil.

19 de Julho de 1907
Ocorre um confronto armado dentro da cidade, com o fim de capturar Eloy Alfaro, que estava de passagem pela cidade. As forças militares detêm o enfrentamento e capturam os envolvidos no levantamento.
Um jovem militar, chamado Claro de Jesus Banchón Potenciômetros, é acusado injustamente de fazer parte do levantamento, é condenado à morte, posteriormente revogados o seu assassinato e o enviam à prisão durante 2 anos na cidade de Quito.
Durante os 2 anos em que esteve preso injustamente em Quito, conheceu Pincheira, outro réu de origem chilena, que professava uma nova doutrina, até então desconhecida no Equador; o Espiritismo, de Allan Kardec. É através deste vínculo que Claro Banchón se aprofundar na doutrina Espírita e é fiel testemunha de como os espíritos lhes abriam os ferrolhos das células as noites e os dirigem de forma segura até os locais onde os interessados no tema possam levar a cabo as sessões mediumnicas e receber os conselhos dos espíritos superiores. Através de Pincheira, Claro de Jesus aceda aos estudos espíritas. De maneira que, uma vez alcançado o seu perdão, em 1910, se dedica a levar a mensagem entre familiares e amigos, criando pequenos guildas de onde sairiam os primeiros médiuns a seu cargo.
Fundação do Centro Amalia Domingo Soler
O 4 de Julho de 1942, foi fundada na cidade de Guayaquil, a cargo da Claro Banchón, o primeiro Centro Espírita do Equador, ao que se nomeou: Amalia Domingo Soler, em homenagem a um pioneiro do Espiritismo na américa Latina. A sede social continua a operar em seu local de origem até o dia de hoje.

Começou com trabalhos de mediunidade de cura e atenção fraterna ao público, levadas a cabo pelas primeiras médiuns: Irene Soriano de Cárdenas, Maria Luísa Sañudo, Rosita Fernandes, Violeta Banchón (filha de Claro Banchón), Elenita Bolaños de Andrade, Roberto Coronel, Rosita Arriaga.
A atenção fraterna tem sido um dos pilares fundamentais para a prática do serviço a quem precisar. O Centro tem se dedicado à difusão e divulgação de informações espírita, através de oficinas, palestras, conferências, encontros (nacionais e internacionais).
A partir de 2017, o Centro lançou sua primeira revista espírita "Clareza".
Em 2018, inaugurou o projeto "Teatro-Espiritismo", o qual consiste em dramatizar textos e livros de conteúdo espírita através do teatro. Difundindo de forma artística a doutrina. Contam já com 7 peças de teatro até hoje.
Atualmente, o Centro continua com seu trabalho de divulgação de forma virtual.