Carlos Norberto Fontinovo

Carlos Norberto Fontinovo nasceu em Buenos Aires em 29 de abril de 1936. Sua família se estabeleceu em Villa del Parque e, mais tarde, em Floresta. Ele era o único filho e, com sua família, desde criança, frequentou a Sociedade "Luz Justicia y Caridad".
Desde muito jovem, trabalhou pelo ideal espírita e, em 1959, com outros jovens, formou o Grupo Infanto-Juvenil “Léon Denis”, do qual foi o primeiro presidente.
Em 1960, junto com outros contemporâneos, no CEA, deram vida à Federação Espírita Juvenil Argentina (FEJA), na qual trabalhou permanentemente em diferentes áreas, sendo seu presidente em 1971 e 1972. Fez contribuições valiosas para o Boletim da FEJA, colaborando em sua produção e edição.
Com sua parceira de toda a vida, Blanca Moreno, ele teve quatro filhos, que lhes deram seis netos.
Ele também trabalhou por dez anos como diretor da revista “La Idea” e foi seu conselheiro até sua morte.

Nos tempos sombrios para o Espiritismo confederado (1975-1981), de verdadeiro desmantelamento material e espiritual da Casa Mãe, junto com outros irmãos de Ideal, deu vida e fez parte do Movimento a Serviço do Espiritismo -MASDE-, onde atuou como Secretário Geral.
Quando a CAA se recuperou, ele atuou como Secretário de Divulgação e, mais tarde, como Vice-Presidente.
Além das tarefas descritas acima, nunca se descuidou do trabalho doutrinário e mediúnico de sua sociedade, da qual foi presidente nos anos de 1979-1984 e 1989-1995, além de ter ocupado outros cargos, como o de tesoureiro, secretário de registro e vice-presidente. Ele também colaborou com os membros na publicação do Boletim “LUZ”.
Sempre se destacou por seu conhecimento doutrinário, sendo referência permanente para os jovens, leitor incansável, sempre disposto ao trabalho, e sua facilidade de oratória o levou a palestrar em outras casas espíritas do país e do exterior.
Afligido por sua doença e com o acréscimo da doença da esposa, sua presença na instituição começou a diminuir, enquanto, dia a dia, mostrava sinais de decadência física. No entanto, sua lucidez permitiu que ele continuasse a ser o guia e o exemplo para seus irmãos, em termos de compreensão e interpretação do Ideal, devido ao seu conhecimento e coerência conceitual.
Nos últimos tempos, necessitava de atenção e cuidados permanentes, confinando-se em casa sob a atenção e os cuidados de seus filhos, que acabaram por trazê-lo à nossa sociedade, pois esse era o seu desejo quando o físico estava com ele. No sábado, dia 21 de novembro de 2009, Carlos Norberto Fontinovo partiu para sua pátria espiritual, deixando-nos como legado uma vida dedicada ao Ideal Espírita, seu conhecimento do Ideal codificado por Kardec, sua veemência em defender a Doutrina Espírita, em estimular os jovens a continuarem o caminho dos mais velhos e, essencialmente, seu humanismo, que colocou em prática em todos os momentos, em qualquer momento e em qualquer circunstância.