Divaldo Pereira Franco

Divaldo Pereira Franco. É um professor e escritor brasileiro, reconhecido como um dos maiores médiuns e oradores espíritas da atualidade e o maior divulgador da Doutrina Espírita ou doutrina dos Espíritos em todo o mundo. Foi o representante do Espiritismo como delegado nas Nações Unidas, de 28 a 31 de agosto de 2000, na Cúpula Mundial pela Paz de Líderes Religiosos e Espirituais. Após a morte do médium brasileiro Chico Xavier, em 2002, Divaldo tornou-se a figura mais representativa do Espiritismo no mundo.
Divaldo nasceu em 5 de maio de 1927, na cidade de Feira de Santana, Bahia, Brasil, mais conhecido como Divaldo Franco ou simplesmente Divaldo, que desde a infância se comunica com os espíritos. Cursou a Escola Normal Rural de Freira de Santana, recebendo seu diploma de professor primário em 1943. Fundou o Centro Espírita Caminho da Recenção em 7 de setembro de 1947.
Como educador, fundou em 1952, na cidade de Salvador, Bahia, juntamente com Nilson de Souza Pereira, a Mansão do Caminho, instituição que acolhe e educa crianças em regime de semi-internato e creche. Adotou e educou mais de 600 crianças (atualmente emancipadas e com família constituída), e tem mais de 200 netos e bisnetos. Na década de 60, iniciou a construção de escolas, oficinas profissionais e centros médicos. Participou de mais de treze mil palestras em mais de duas mil cidades de todo o Brasil e em sessenta e cinco países dos cinco continentes, e concedeu 1.500 entrevistas para rádio e televisão, no Brasil e no exterior.
Atividades como médium
Como médium, publicou duzentos e cinquenta e cinco livros, com mais de oito milhões de exemplares, apresentando duzentos e onze autores espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religião universais. Nessas obras, há versões em dezessete idiomas (albanês, catalão, dinamarquês, alemão, esperanto, francês, holandês, húngaro, italiano, norueguês, polonês, tcheco, espanhol, turco, russo, sueco e braile). Há também dezessete livros escritos por outros autores sobre sua vida e obra. Os lucros obtidos com a venda dessas obras, bem como os royalties, foram doados ao escritório, à Mansão do Caminho e a outras instituições de caridade. Entre eles, destacam-se:
- Joana de Angelis: (considerada no meio espírita como o espírito de Juana de Cusa e Sor Juana Ines de la Cruz e guia espiritual de Divaldo) a quem se atribui cerca de 72 obras voltadas para a psicologia, nas quais estabelece uma ponte entre o Espiritismo e as correntes da psicologia moderna, especialmente a transpessoal e a junguiana.
- Manoel philomeno de Miranda: com 14 romances que tratam de mediunidade, loucura e obsessão.
- Amelia Rodrigues: a quem se atribui a autoria de 11 obras poéticas e evangélicas que tratam da vida de Jesus de Nazaré.
- Victor Hugo: dos quais se destacam 8 romances, caracterizados por seu estilo literário e seu forte conteúdo humanista, segregacionista e espiritualista.
Homenagem
Recebeu mais de 600 homenagens de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais (148 de 64 cidades do exterior, de 20 países, 442 do Brasil e 139 de cidades). Recebeu em geral:
- 20 menções
- 334 placas de prata, ouro e bronze
- 54 medalhas
- 49 troféus
- 43 Moções de congratulações
- 187 Diplomas e certificados
- 12 títulos significativos Honorário.
Entre todos esses maravilhosos tributos, estão:
- 1991 – Diploma Honoris Causa em Humanidades pela Universidade Internacional de Ciências Espirituais e Psíquicas de Montreal, Canadá, em 23/05/1991.
- 1997 – Ordem do Mérito Militar, 31.03.1997, pelo Presidente do Brasil.
- 2001 – Medalha Chico Xavier, Governo do Estado de São Paulo Minas Gerais.
- 2002 – Título de Doutor Honoris Causa em Letras Humanas, pela Universidade Federal da Bahia.
- 2002 – Homenagem da Universidade Estadual de Feira de Santana.
- 2005 – Título de Embaixador da Paz no Mundo, juntamente com seu amigo Nilson Pereira de Souza.
O título foi recebido em Genebra, Suíça, em 30 de dezembro de 2005, pela Ambassade Universalle Pour la Paix. Em junho de 2008, em Paigton, no sudoeste da Inglaterra, ele recebeu do monge tibetano Kelsang Pawo, da Kelsang Pawo Foundation, que se dedica a proteger crianças em situação de risco em todo o mundo, o título de Embaixador da Bondade Mundial.
Na noite de 13 de maio de 2025, às 21h45, Divaldo Pereira Franco encerrou sua missão entre nós. Aos 98 anos de idade, deixou silenciosamente a Mansão do Caminho, em Salvador, local que ele mesmo fundou e onde acolheu milhares de almas necessitadas com o coração de um verdadeiro apóstolo.
Divaldo não morreu. Ele simplesmente foi para casa. Seu corpo descansou, mas seu espírito, luminoso e livre, está mais vivo do que nunca e é recebido com alegria pela grande espiritualidade. Não temos dúvida de que Joanna de Ângelis, sua guia espiritual, o recebeu com profunda reverência, como quem recebe um filho que retorna após uma longa e proveitosa jornada.
O ensino espírita nos ensina que a morte não é o fim, mas o retorno à verdadeira vida. E o espírito de Divaldo, agora liberto da matéria, se reúne com seus irmãos e irmãs de luz para continuar seu trabalho, agora em dimensões superiores.
Para nós, que ficamos para trás, fica o silêncio da dor e da saudade... mas também uma imensa gratidão. Choramos, sim, mas com a alma confortada. Ele nos deixou um legado imortal: mais de 260 livros, milhares de palestras, uma vida dedicada ao amor, à caridade e ao Evangelho.
O que fazemos com tudo isso? Nós o colocamos em prática. Com bondade. No serviço. Porque ele nunca pediu seguidores, mas servidores do bem.
Divaldo não se foi. Ele permanece em cada gesto de compaixão, em cada alma despertada para a luz por suas palavras. Seu retorno ao lar espiritual é o reencontro do missionário com sua origem divina.
Que possamos honrar seu caminho, trilhando-o com mais amor, desapego e luz.
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