Djalma Montenegro de Farias

Foi presidente do Instituto Espírita João Evangelista e da Federação Espírita Pernambucana, fundando em 23/10/1947 a Comissão Estadual de Espiritismo, CEE, da qual foi o seu primeiro presidente.
Foi também um dos fundadores da Casa dos Espíritas de Pernambuco. Aderiu em todos os sentidos ao célebre “Pacto Áureo” de 05/10/1949. Dias após, em visita à Liga Espírita do Brasil, posteriormente Liga Espírita do Estado da Guanabara e hoje Federação Espírita do Rio de Janeiro – proferiu também uma vibrante palestra, em meio a qual perdeu a voz – era o espectro da moléstia que o advertia da sua imprudência, mas, num esforço extraordinário, conseguiu imprimir forças à matéria que não mais podia acompanhar a eloqüência do seu verbo. Finalizou, contudo, essa sua alocução, que seria a última proferida por esse íntegro apóstolo do Espiritismo, entre aplausos da assistência.
Membro da “Liga Estadual Prol Estado Leigo”, participou dos vários movimentos pela manutenção do Pensamento Livre, sob a ação da Coligação Nacional. Em 1943, publicou precioso opúsculo sob o título “Ensaio Sobre a Reencarnação” (recentemente relançado pelo Grupo Espírita Djalma Farias), desenvolvendo esse complexo quanto importante tema, com o poder de uma clarividência de Mestre.
Reconhecendo-lhe os méritos como cidadão e espírita, duas ruas existem em Pernambuco (na Capital e na cidade de Moreno) com o seu nome, assim como dois Centros Espíritas o têm como patrono e orientador espiritual, fazendo-lhe referência expressa em suas denominações (Grupo Espírita Djalma Farias, em Recife, e Centro Espírita Nove de Outubro, em Moreno).
Djalma Farias foi um marco do Espiritismo em Pernambuco e seu nome e sua obra ultrapassam os limites do seu Estado. Em 6 de maio de 1950, em Recife, desencarnou, aos 49 anos de idade, o grande trabalhador da Seara de Jesus, abnegado divulgador do Espiritismo – Professor Djalma Montenegro de Farias.